Chat GPT como aliado para a inclusão de alunos com deficiência

Saiba como o ChatGPT pode contribuir na igualdade de acesso e oportunidades para todos os alunos brasileiros.

Inovação e Tecnologia
02/01/2024
Por: Conteúdo Santillana Educacão
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Crianças diversas mexendo nos computadores na sala de informática.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dois em cada três brasileiros adultos (67%) com deficiência não frequentaram a escola ou têm o ensino fundamental incompleto. Quando falamos no número de pessoas sem deficiência que não estiveram na sala de aula ou não, possuem o ensino básico completo, esse dado passa a ser de apenas 30%, isto é, menos da metade do número apresentado anteriormente.

Isso acontece por um conjunto de fatores relacionados à falta de inclusão, pauta que se mostra um desafio muito grande para a educação no Brasil – aliás, não só para a educação, poderíamos falar a respeito dos efeitos provocados tanto no mercado de trabalho quanto na saúde, por exemplo. Basicamente, falar de inclusão é falar sobre permitir que pessoas com qualquer condição física, intelectual ou necessidade especial tenham acesso à educação, tornando o ensino possível para todos.

Para que isso aconteça, é necessário que as escolas estejam preparadas para receber os alunos que necessitam de mais atenção e cuidados específicos, sendo assim, as instituições devem estar atentas aos métodos didáticos oferecidos aos alunos deficientes, assim como ao cuidado em oferecer espaços que possam servir como forma de convivência igualitária. Há ainda que se pensar nas questões da acessibilidade – o que pode incluir a construção de rampas e a instalação de elementos de segurança em áreas como as salas de aula e os banheiros, bem como a formação de todos os profissionais que atuam na instituição de ensino.

Sim! Trata-se de uma pauta complexa e, extremamente, necessária para a construção de um mundo mais justo e igualitário. Ressalta-se que as observações aqui elencadas estão em consonância com o Estatuto da Pessoa com Deficiência – Lei n°13.146/2015.

Agora que já falamos bastante sobre os desafios, queremos compartilhar uma ótima notícia: Graças aos avanços constantes da tecnologia, iniciativas que promovem a inclusão podem acontecer com mais frequência e facilidade. Hoje, queremos falar do Chat GPT, ferramenta de Inteligência Artificial (IA) que está gerando barulho em todo o mundo mesmo tendo sido lançada há pouco tempo. Pelo que já se pode explorar, nota-se que professores ganharam mais recursos para facilitar a inserção de alunos com deficiência nas aulas e nas atividades.

Para quem ainda não conhece o Chat GPT, vale saber que ele gera respostas após solicitações. Logo, a ferramenta pode ser extremamente útil para pessoas que tenham a possibilidade de navegar na internet e usar aplicativos, o que já acontece, por exemplo, com alunos que têm deficiência visual e auditiva. Com o devido planejamento, a escola pode preparar trilhas customizadas de aplicação do Chat GPT, de modo que tanto as interações quanto os conteúdos explorados sejam personalizados e adaptados para cada aluno, proporcionando, de fato, inclusão nessa novidade que está dando o que falar.

Outra maneira interessante de se utilizar a tecnologia é pedir para que a ferramenta crie guias e manuais que possam orientar a dinâmica dos estudantes. Desta forma, torna-se possível ampliar as discussões sobre acessibilidade para que professores e alunos encontrem caminhos mais eficientes para conduzir o dia a dia em nome de mais aprendizado.

Por último, mas não menos importante, o Chat GPT pode ser uma ótima ferramenta para os professores absorverem ideias de como serem mais inclusivos em suas atividades. Com isso, podem perguntar à Inteligência Artificial questões como:

  • Como combater o capacitismo?
  • Como ser mais inclusivo em sala de aula?
  • Atividades adaptadas para alunos com deficiência.
  • Entre outros questionamentos orientados para a inclusão.

Diante disso, podemos dizer que a tecnologia chegou para somar e para oferecer um ensino mais igualitário e inclusivo, fazendo com que nossas crianças e adolescentes se sintam pertencentes ao mundo educacional.