Educação política: por que é fundamental que a escola trabalhe o tema e promova uma formação cidadã
Entenda por que a educação política na escola é essencial para formar cidadãos críticos, conscientes e preparados para a democracia.
Gestão escolar
01/07/2026
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Um famoso ditado diz que “política não se discute” — e muitos educadores preferem mesmo adotar essa máxima. Isso porque o assunto é, frequentemente, considerado “espinhoso” e difícil de explorar, sobretudo diante da polarização que tem marcado o debate nos últimos anos (e não apenas no Brasil). Há também uma forte associação da pauta com escândalos e corrupção, o que gera ainda mais receio e o afastamento da população.
Contudo, mudar esse panorama exige justamente mais discussão e, acima de tudo, educação. Apenas com a formação de cidadãos críticos, conscientes de seus direitos e deveres, será possível qualificar o debate e gerar engajamento em prol da transformação – uma “virada de chave” que passa, necessariamente, pela escola.
O livro “Educação Política: participar para transformar”, da Editora Moderna, pode apoiar os educadores nessa importante e desafiadora missão. Muito mais do que definir certo ou errado, a obra estimula o debate construtivo, o desenvolvimento do pensamento crítico e da capacidade argumentativa dos estudantes.
Neste ano, em que os brasileiros irão novamente às urnas para eleger representantes para funções importantes, como a Presidência da República, os governos estaduais e o Senado, a política ganha ainda mais evidência. O aquecimento do debate e a ampla cobertura midiática podem ser convertidos em valiosas oportunidades para aproximar os jovens da discussão e combater a ideia de que a nova geração está desinteressada.
Veja, abaixo, alguns tópicos tratados na publicação que podem (e devem!) ser levados para a sala de aula.
Introduções necessárias
Como ponto de partida para essa jornada de conhecimento, o livro apresenta os conceitos de política e democracia. Há também explicações sobre como se organiza o Estado brasileiro e como funcionam os três poderes, além de um resumo da Constituição Brasileira de 1988.
Essa base “teórica” é fundamental para possibilitar a compreensão da política e de sua finalidade, que a obra reforçar estar associada ao modo como a sociedade se organiza para definir leis e tomar decisões.
Conexões com a vida real e o universo jovem
O guia prático para a escolha de candidatos, presente no livro, foi formulado para desconstruir a ideia da existência de “heróis e vilões” e de soluções mágicas, orientando uma tomada de decisão consciente. Isso ajuda a mostrar ao estudante a responsabilidade que acompanha o voto, permitido a partir dos 16 anos.
A obra também busca reiterar a importância da participação das juventudes, com exemplos como a luta por causas ambientais e no combate às mudanças climáticas, destacando nomes como o da sueca Greta Thunberg e da ativista indígena Txai Suruí. Por meio desses casos concretos, é possível trabalhar a representatividade jovem e a compreensão de que a política não se resume às atuações partidárias. Afinal, em um regime democrático, todos devem ter voz.
Mas… De que lado você está?
A importante discussão sobre alinhamentos políticos também está presente nos conteúdos, destrinchando os conceitos de direita e esquerda, tão presentes no debate político — frequentemente abordados de forma rasa.
O livro reforça a necessidade de ir além de estereótipos e conhecer o programa de cada candidato, para que o cidadão possa identificar o que tem mais aderência com aquilo que acredita, a partir de uma análise aprofundada.
Desafios da era digital
A forma como as redes sociais alimentam a polarização política, os discursos de ódio e a disseminação de informações falsas também pede uma abordagem bem mediada com os estudantes.
O livro fala dos perigos desse cenário e reitera a importância da educação midiática, que nos prepara para um uso mais consciente das redes sociais e da internet, como um todo. Para uma experiência mais dinâmica, há uma proposta de atividade: um exercício que convida os alunos a identificar fake news. É possível acessá-lo no material voltado ao docente, que acompanha o livro e pode ser baixado gratuitamente.
Ainda falando em Educação Midiática, vale a pena conhecer o curso da Fundação Santillana, voltado a docentes. Clique aqui e saiba mais.
Educação como ponte para a cidadania
Como o livro deixa claro, democracia é, fundamentalmente, participação. Nesse sentido, quebrar o ciclo de aversão à política é essencial: sem engajamento e envolvimento coletivo, não é possível construir uma sociedade mais justa e um futuro melhor.
Para isso, o papel da escola é central. Não apenas na apresentação da teoria para os jovens, que serão os arquitetos da mudança, como na prática da cidadania, já que na escola é possível exercitar a convivência, o respeito à diversidade e às diferentes opiniões.
Sobre o(a) autor(a)
Patrícia Affonso
Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo, com quase duas décadas de experiência. Na Santillana, dedica-se a destacar inovações no processo de ensino-aprendizagem, boas práticas pedagógicas e conteúdos que apoiem o engajamento de escolas e famílias na jornada educacional.