Dia Nacional do Escritor: entenda a importância da data

O dia nacional do escrito é celebrado em 25 de julho. Foi criado com objetivo de reverenciar a importância dessas personalidades em nossa cultura e para nossas vidas.

Datas especiais
23/12/2023
Por: Conteúdo Santillana Educacão
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Homem idoso sentado em uma biblioteca.

Para celebrarmos quem dá vida às histórias que mudam o nosso mundo

O Dia Nacional do Escritor, comemorado em 25 de julho, foi criado em 1960 pelo então ministro da Educação e Cultura, Pedro Paulo Penido. ​​​ 

Desde então, a data é festejada todos os anos e tem como principal objetivo homenagear escritoras e escritores de todo o Brasil.  

Para comemorar esse dia, que reverencia figuras tão importantes para a nossa cultura e para as nossas vidas, trazemos histórias de quem marca a literatura brasileira! 

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

​​O farmacêutico, professor e escritor Carlos Drummond de Andrade, natural de Itabira, Minas Gerais, nasceu em 31 de outubro de 1902. ​​​ 

​​Dono de cinco prêmios e internacionalmente reconhecido por sua obra, Carlos é, sem dúvidas, um dos grandes nomes da segunda fase do Modernismo brasileiro, que durou de 1930 a 1945. ​​​ 

Escreveu sobre diversos temas da vida, do cotidiano, e nos presenteou com livros como “Poemas”, “Alguma Poesia” e “Sentimento do Mundo”.  

CLARICE LISPECTOR

​​Chaya Pinkhasovna Lispector, mais conhecida como Clarice Lispector, nasceu em 10 de dezembro de 1920, na cidade ucraniana de Chetchelnik. De origem judaica, a família da escritora vivenciou momentos de muita luta e grandes mudanças, chegando ao Brasil em 1922. Em terras tropicais, Clarice continuou seus estudos e cursou Direito na Faculdade de Direito da Universidade do Brasil. ​​​ 

​​Porém, sua paixão pela literatura se tornava mais forte a cada dia, culminando numa trajetória que faz ser uma das mais importantes escritoras do século XX. ​​​ 

Entre as obras mais famosas estão joias como “A Hora da Estrela”, “Água Viva” e “Laços de Família”.  

HILDA HILST

​​Nascida em 21 de abril de 1930, em Jaú, Hilda Hilst se formou em Direito e exerceu a profissão por apenas um ano, para a nossa alegria. Depois, decidiu se dedicar exclusivamente à literatura. ​​​ 

Sendo um grande nome da poesia, Hilda também redigiu narrativas e peças teatrais, tornando-se ganhadora de prêmios como Jabuti e Anchieta. Autora de títulos como “Presságio”, “A Obscena Senhora D” e “Cartas de um sedutor”, Hilst faleceu em Campinas, em 4 de fevereiro de 2004, deixando saudade para uma grande parcela dos leitores.   

JORGE AMADO

Nascido na Bahia, em 10 de agosto de 1912, Jorge Amado publicou seu primeiro livro em 1932. Apesar de nunca ter exercido a profissão, Jorge era formado em Direito e, além de escritor, ocupou o cargo de Deputado Federal por São Paulo, como membro do Partido Comunista Brasileiro.  

Sendo um grande nome da era modernista, aventurou-se sobre temas como a sociopolítica e o neorregionalismo, criando um legado que o tornou um escritor de grande sucesso, tendo obras adaptadas para o teatro, a televisão e o cinema. Assinando os títulos “Capitães da areia” e “O país do carnaval”, Amado ganhou prêmios e homenagens ao redor de todo o mundo, como o Prêmio Nacional Jabuti e o Prêmio Etrúria, na Itália. 

LYGIA FAGUNDES 

Lygia Fagundes Telles, nasceu em 19 de abril de 1923, em São Paulo, e faleceu recentemente, aos 98 anos, em 3 de abril de 2022. Integrante da Academia Brasileira de Letras e ganhadora de prêmios como Jabuti e Camões, Lygia faz parte da terceira geração modernista e acumulou mais de 16 premiações em sua vida, graças a obras como “As Meninas”, “Antes do Baile Verde” e “Ciranda de Pedra”.  

MACHADO DE ASSIS 

Joaquim Maria Machado de Assis, mais conhecido como Machado de Assis, nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839. Conhecido mundialmente graças à sua grande obra, o jornalista carioca foi: contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo! Em sua vida, ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia Brasileira de Letras.  

Seu primeiro livro, publicado em 1861, foi a tradução da obra “Queda que as mulheres têm para os tolos”. Passeando e ajudando a formar diversos gêneros da literatura, entre seus livros mais famosos temos os clássicos “Dom Casmurro”, “Memórias póstumas de Brás Cubas”, “O Alienista” e “Quincas Borba”, sucessos mundiais.